Estava tudo em seu lugar. Tudo planejado, tudo previsível. De repente, tudo (T-U-D-O) mudou. Há exatamente um ano o chão se abriu e por ele todas as minhas certezas começaram a ruir. Uma após outra,
sem intervalos. E assim, um novo mundo precisou ser construído. Precisou, ok. E eu desejei que assim fosse, mais do que qualquer outra coisa. Novas realidades, decisões inéditas, hábitos transformados, cotidiano imprevisto.
E o mais inacreditável em tudo isso é que, não se sabe como nem por que, todos os desejos, até mesmo os sonhos impensados (e até aqueles que a gente custa a admitir) foram realizados. Olho para trás e não me reconheço. Os esforços existiram e foram grandes, sim, mas em nenhum momento foram inumanos. Tudo que desejo tenho conquistado e hoje vejo com uma clareza incrível como tudo caminhou para que eu chegasse onde sempre quis. Atraí cada situação que me levou aonde eu desejei chegar.
Há um ano estava tudo escrito. Eu seria capaz de dizer onde estaria daqui a seis meses. Hoje eu não posso garantir onde estarei dentro das próximas 24 horas. E eu gosto disso. Consegui o trabalho, a liberdade e a segurança que almejei. E nada disso é fixo, eterno. Mas é meu, e ajudou a girar o mundo até aqui. Mundo este que agora possui novas cores, lugares e pessoas. A transformação não cessa. E assim deve continuar. Talvez haja milhares de sentidos nessas entrelinhas. Azar. Hoje minha vida nova faz aniversário. Esse peso e essa leveza estão na dose certa.
“There's a place where the sun shines brighter
There's a mountain that climbs to the stars...
Day and night we built a reign
With heavenly desire
Sweat and dreams made up the bricks
That raised up our walls”...
(For Tomorrow – música de Ricardo Confessori)
domingo, 20 de julho de 2008
Às voltas que o mundo dá
Postado por Vanessa Reis às 22:25
Categorias: Não; não explico
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1 protesto(s):
Há um ano atrás eu tinha tudo programado. Foi um erro, pois nada em minha vida aconteceu seguindo planos.
Já havia idealizado minha vida sozinha, sendo correspondente internacional, viajando. Um caso francês, outro espanhol, um grego, quem sabe até um tcheco.
Uma vida sem amarras, porque ninguém me amarraria. FAzendo jus à leveza de(do) ser.
Meus planos foram por água abaixo, felizmente. Gosto de mudanças e dessa inconstância que a vida implica.
Sejamos todos leves, sem ser levianos, então.
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