É final de ano e todas as tradições nos levam a pensar em coisas boas, refletir, procurar receitas para um ano novo melhor do que este que está terminando. Seja folga de alguns dias ou férias, parece que todo mundo fica meio "away" das tarefas comuns da vida. Quem tá acostumado a se manter informado porque o trabalho e a profissão exigem acaba passando dias e dias sem ler um jornalzinho sequer. Acontece. Este não é o momento de colocar a literatura em dia? Pois então, as notícias que se danem.
Então, assim, meio sem querer, peraí; sem querer o caramba! Eu não me aguentava mais de abstinência noticiosa. Os livros e as revistas são o ouro, mas não suprem essa curiosidade pelo factual. Lá vão os dedos para o controle remoto e o corpo para o sofá da sala. Resultado: não me acostumo com as notícias "de sempre" sobre os conflitos na Faixa de Gaza. Porque os israelenses e palestinos continuam se matando em nome de Deus e de Alá. E aqui, do outro lado do mundo, morre-se nas favelas, no trânsito, nos cruzamentos, nas tentativas de assalto e nas disputas mais mesquinhas que o ser humado (hein?) pode conceber.

As famílias lamentam, choram; os publiscistas divulgam, gravam imagens "pouco" sensacionalistas e a vida segue pra quem fica. O tráfico continua pra quem vive dele. A politicagem não cessa pra quem dela se alimenta. O vício não termina pra quem acha que não tem nada a ver com isso. É tanto "tô nem aí", "tanto faz" e "da minha vida eu que sei" que eu não sei mais o que define um inocente.


1 protesto(s):
É tanto "tô nem aí", "tanto faz" e "da minha vida eu que sei" que eu não sei mais o que define um inocente.
isso literalmente matou a pau!!!
bom 2009!
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