sábado, 7 de fevereiro de 2009

E até os erros do meu português ruim

Já li comentários sobre a reforma ortográfica em quase todos os blogs que leio. Ainda não tinha cogitado a idéia de fazer um. Mas fui comentar o post da Renata e quando me dei conta de que, sim!, eu estava escrevendo um texto! Achei melhor trazê-lo pra cá e expor melhor a minha idéia.

Vejamos. Por que tanta gente tá revoltada ou simplesmente assume uma não-aceitação quanto à reforma?

No começo eu não sabia se gostava ou não, não tinha opinião formada. Depois percebi que eu podia continuar não tendo, afinal, a reforma 'taí', não pede aceitação. Quanto às editoras, aos profissionais da palavra, aos professores, alunos, vestibulandos, crianças, etc... Eles terão tempo. Quatro anos de transição é bastante. Quando os códigos mudam, os advogados e juízes se atualizam. As novas pesquisas vivem transformando a medicina e outras áreas da ciência. Por que profissionais da palavra acham que podem permanecer estáticos?

Acredito que a padronização ajuda em vários departamentos. Para as empresas que têm relações comerciais, deve ser uma mão na roda. Para quem tem que ler polígrafos de autores portugueses (como eu já tive), aposto que a leitura vai fluir melhor sem aquelas consoantes mudas "fora de lugar". Mudanças acontecem, não é de hoje. Não é o fim do mundo. Flor já foi flôr. Ele já foi êle. Há uns 12 anos eu li palavras assim num livro da minha Dinda, impresso nos anos 70. Não subestimemos a velocidade de aprendizagem das crianças. Alguns anos e todo mundo se acostuma. Profissionais da área responsáveis por uma proposta dessas não iam insistir na idéia (e levar dores de cabeça aos governantes de nove países) se não tivessem várias vantagens provadas através de estudos realizados por pessoas que como a maioria de nós (ou não), fica anos e anos estudando pra saber o que está fazendo. E para ter a credibilidade resultante disso.

A reforma está aí. É pra ficar. Tanto faz se heroico sem acento soa estranho. Para do verbo parar sem acento também agride meus olhos e ouvidos num primeiro momento. Aziras. Teremos quatro anos cheios de momentos pra aprender.

4 protesto(s):

Renata Machado disse...

Então, ainda não concordo com algumas mudanças, mas já tô aceitando, hehehehe.
Estou lendo um livro impresso nos anos 70 e lá tem flôr, êle, êsse... Não é a primeira vez que mudam o português, mas é a primeira que me atinge. Sei que vou me adaptar como todo mundo, mas que acho uma injustiça com os tremas, ah, eu acho!
Bju

Anônimo disse...

eu não tenho opinião formada ainda.
mas to tentando me adaptar como todo mundo

ps.: arrumei a chamada do blog.

Anônimo disse...

Creio que as pessoas se preocupam TANTO com pequenos problemas como uma forma de alienação. Como disseste, não é a primeira reforma, e acredito que não será a última. Que Pharmacia era mais elegante que Farmácia, era... Mas em uma vida cada vez mais corrida, um pouco de praticidade não faz mal a ninguém.

Marcelo disse...

Olha, eu acho que toda mudança assusta de alguma forma, e daí vem a raiva e a não aceitação.
Isso é absolutamente normal na alma humana.
Estamos falando da nossa língua mãe aqui, e sei bem como valorizamos nossa língua, mas creio que essas alterações só vem para unificar países de língua portuguesa numa única escrita, o que considero muito positivo.
E, como você mesma disse, temos longos 4 anos para nos adaptar, portanto não há motivos para pânico, rs.

Beijocas.